quinta-feira, 28 de abril de 2016

Mas o mesmo artigo?


A Conceptual Model of Groupware
Clarence (Skip) Ellis
Jacques Wainer
(1994)


Havia um artigo para apresentar, para todos apresentarem, sim, o mesmo artigo. A princípio imaginei "o professor deve ter seus motivos para tal, ou talvez o artigo seja tão importante que com todos apresentando, iremos fixar bem seus conceitos". Eu não estava de todo errado, mas também não posso afirmar que estava certo.

Inicialmente, o artigo chamou muita atenção. Datado de 1994, traz alguns conceitos muito atuais ainda hoje especialmente na parte conceitual de groupware que, de acordo com os próprios autores, tem como principal função o suporte de comunicação e colaboração entre os participantes, para que estes estejam em primeiro plano.

Durante as apresentações, e o objetivo era mesmo este, o que mais chamou a atenção foi que, cada um, lendo o mesmo artigo, trouxe para o grupo a sua visão do que se destacava no trabalho, daquilo que mais lhe chamou a atenção, e não havia ai quem estivesse certo ou errado, as visões eram espantosamente complementares, alguns deram ênfase nos aspectos conceituais, outros nos aspectos tecnológicos, outros ainda nas subdivisões conceituais apresentadas pelo autor.

Finalmente, não apenas compreendemos melhor a visão e o trabalho dos autores, como também percebemos como o trabalho em grupo é enriquecedor e como o "outro" têm a habilidade de perceber e destacar pontos importantes que passaram despercebidos aos meus olhos, tornando o trabalho mais rico e completo.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Uma pausa para a avaliação





A primeira parte da aula hoje foi a apresentação das propostas de cada grupo referente ao ambiente para suporte à atividades colaborativas. Os dois grupos realizaram boas apresentações deixando claro os requisitos funcionais, não funcionais e a proposta do sistema. As apresentações foram feitas pelo hangouts, disponível no gmail e no google +, onde um dos integrantes compartilhava sua tela exibindo a apresentação para todos os demais na vídeo-conferência, foi uma experiência bem legal.


No segundo momento, foi solicitado que fizéssemos uma avaliação do ocorrido até a aula de hoje, o que aprendemos, o que contribuiu para nosso crescimento tanto enquanto aluno quanto pessoa, destacasse pontos positivos e críticas quanto a metodologia adotada. Fazendo esta retrospectiva, percebi o quanto já discutimos, todos os trabalhos que já fizemos, as percepções que observamos e, em especial, a diferença na metodologia adotada se comparada com a metodologia tradicional de sala de aula, ou como prefiro chamar, a falta de metodologia. Aqui somos vistos como construtores do conhecimento, somos conduzidos nessa construção e amadurecimento, somos levados a pensar, somos questionados. A cada aula venho percebendo que já estava saturado de repetir informação, ser tratado como um "hd" onde uma infinidade de coisas "inúteis" vão sendo jogadas e devem ser buscadas quando necessário, fica uma sensação, alegria pela escolha!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Uma Boa Postagem


fonte
As vezes pensamos que postar em um blog é simplesmente escolher um assunto, escrever um texto e publica-lo. Digamos que isso seja necessário, mas não suficiente, como ficou claro nas duas últimas aulas. A atividade era, escrever tópicos que julgávamos importantes em boas postagens, depois, juntar todos em uma planilha e agrupa-los.

Quando escrevemos, não escrevemos para nós, mas para os outros e preferencialmente para que entendam. Daí já concluímos que deve-se fazer uma correta utilização da linguagem, ter objetividade, fazer referências à materiais que auxiliem na compreensão, dentre tantas outras dicas citadas.

Isso nos faz refletir. As vezes escrevemos um texto de acordo com o que está claro em nossa mente que acaba não ficando nada claro para quem o lê, citamos algo acontecido ou que lemos, mas não referenciamos, descuidamos da escrita e da própria apresentação do texto.

Esta dinâmica não apenas nos fez pensar sobre uma boa postagem, como também nos colocou em contato com o que os colegas consideram necessário em uma boa postagem, foi a mesclagem do conhecimento de várias mentes que, sem dúvida, tornou muito mais rica a discussão e o documento gerado para consultas constantes, afinal a arte de aprender é também a arte de partilhar.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Aprendendo na Prática


Cada aluno foi convidado a elencar o que considerava importante numa boa postagem em um blog. Uma planilha online do google docs foi criada com todas as citações, mais de 60. Na sequencia fomos orientados a criar grupos e classificar a qual grupo cada item pertencia.

A princípio, nada difícil ou demorado. A princípio.

Muitas ideias e sugestões logo surgiram, quais grupos criarem, quem iria editando a planilha, e logo passou-se para a classificação de cada item. Em pouco tempo percebemos que não daria para continuar como estava sendo conduzido, discutir item a item em grupo. Optamos por dividir a turma em dois grupos, cada grupo faria sua classificação e depois uniríamos em um único documento. Quando concluímos a parte individual dos grupos, a aula terminou.

Na aula seguinte, continuamos a atividade, mesclando em um único documento o que cada grupo havia apresentado, discutindo apenas o que era diferente em cada um. Foram necessários 45 minutos para percebermos que não era viável, neste tempo conseguimos discutir e chegar a um consenso sobre menos de 20% do total (na verdade 16%).

A discussão era boa e esse não era o problema, todos apresentavam seu pensamento, por que acreditava que determinado item pertencia à determinado grupo, ou mesmo tentando convencer os demais do porquê de não pertencer.


Uma pausa para outra história.

Nas semanas anteriores, havíamos desenvolvido um trabalho semelhante, iniciava com uma parte individual e depois uma parte final em grupo, basicamente havia uma diferença, o professor forneceu por escrito cada etapa que seria desenvolvida.


Assim podemos tirar duas boas conclusões:
  • Percebemos que, ao fornecer orientações claras e precisas a respeito do que fazer em cada atividade e tirar dúvidas durante o processo, tornou o desenvolvimento mais rápido, preciso e organizado, o professor assumiu o papel de organizador ou coordenador. 
  • Planejamento é fundamental, especialmente quando não se tem definições claras e precisas a respeito do que será feito. Só para lembrar, planejamento se faz no início :).
Assim, concluímos algumas falhas na execução da primeira atividade relatada. Assim como toda falha ou erro, contribuiu para o aprendizado e relembrar algumas lições importantes. Alguém que coordene o grupo se faz importante, e mais ainda, lembrar que quando não se tem claro o que e como fazer, a principal discussão deve ser o planejamento da atividade, como será feito, a melhor estratégia, sempre levando em conta os recursos disponíveis, incluindo o tempo. Como é estudado em Engenharia de Software, se o planejamento for mal conduzido, a carga de retrabalho tende a aumentar.

Se tivéssemos dado um pouco mais de atenção a esta etapa, no início, talvez tivéssemos gasto menos tempo para chegar ao mesmo resultado ou mesmo a um melhor resultado.