quinta-feira, 7 de julho de 2016

Jogo e seu Enredo


Quem não gosta de jogos digitais? Tudo bem, não precisa responder, eu também não sou fã, mas nem por isso podemos fechar os olhos para alguns pontos positivos incutidos nos jogos.

Um jogo sempre proporciona algum ou alguns (normalmente) aprendizados ao jogador. Seja através do enredo, da história contada, ou mesmo das ações que o personagem deve fazer para avançar nas fazes do jogo, das habilidades exigidas e aprimoradas. Sempre há aprendizado.

Os “jogadores” não gostam de joguinhos bobos, fáceis. Estes normalmente não caem na graça do povo. Mesmo que atraia certo público, provavelmente não será um público fiel e duradouro.

Ai fica uma curiosidade interessante: Como é produzido um jogo? E não estou falando de programação não.

Quem pensa? Escreve a história? Desenha os quadros do jogo? Pois sim, todo aquele movimento nada mais é que troca de figuras numa velocidade bem rápida, na grande maioria das vezes.

Esses elementos que formam o enredo do jogo são decisivos para atrair ou não os jogadores.

Ai vem outra curiosidade um pouco mais direcionada: Será que os jogos aplicados na educação não carecem de enredo? Histórias atrativas? Estes normalmente não provocam tanto entusiasmo nos jogadores.

Todas estas dúvidas estão sendo vividas agora, neste momento, no trabalho final da disciplina, desenvolver um jogo na plataforma Construct 2. Qual o enredo? E o personagem? O que o jogador aprenderá?


Enfim, está sendo um belo aprendizado.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Navegação Cooperativa


Você já parou para pensar onde irá passar suas próximas férias? Já pesquisou na internet sobre um lugar que gostaria muito de conhecer? Sentiu necessidade de referências ou informações sobre um lugar ou estabelecimento sem necessariamente ter de ir lá? Já teve a necessidade de saber da opinião das outras pessoas para basear sua decisão?

Até pouco tempo atrás obter informações como estas era difícil ou mesmo impossível sem que se fosse até o local, ou nem mesmo no local seria possível em se tratando de opiniões para se tomar uma decisão.

Com a democratização de acesso a rede mundial de computadores e mais recentemente o sucesso das redes sociais e dos dispositivos móveis, este panorama tem mudado drasticamente.

Hoje você tem ao alcance das mãos todas as informações que precisa para planejar a viagem dos sonhos sem sair de casa, saber a opinião das pessoas sobre um estabelecimento ou mesmo um produto, tomando assim uma decisão mais acertada.

Esta foi nossa experiência na última aula (28/06/2016). Usando como ferramenta o site tripadvisor, programar nossa próxima viajem de férias. Consultar lugares, hotéis, restaurantes, pontos turísticos, recomendações e claro, sempre atento à avaliação de cada um, aos comentários e especialmente a aqueles que avaliaram com uma nota não tão boa.

Já sabia da existência destas plataformas, porém nunca imaginei que possuíssem tantos recursos. É possível saber detalhes como horário de funcionamento, média de valores, sabores, tempero, limpeza e higiene dentro outros tanto.


É a tecnologia mais uma vez mudando nossas vidas...

domingo, 26 de junho de 2016

Jogos e Revisão de Artigos


No início da aula de hoje, comentamos um pouco sobre o artigo “Bons Videogames e Boas Aprendizagens - (Paul Gee)”, porém como ainda não havíamos postado nossos comentários sobre o artigo, este ficou para uma discussão futura. Comentamos um pouco sobre o Construct 2 e o protótipo do projeto do jogo de caça ao jacaré que o grupo está desenvolvendo, um aprofundamento também ficou para aulas futuras já com as informações devidamente registradas.

O decorrer da aula, a maior parte, foi na discussão do artigo “The Task of the Referee” de Alan Jay Smith.

Este artigo foca no trabalho de revisão de artigos científicos na área da computação e engenharia de forma geral. O autor menciona que esta atividade não é ensinada e normalmente aprende-se na prática, fazendo. É uma leitura muito produtiva também para quem está iniciando esta vida de pesquisa e escrita de artigos científicos.

Dentre os pontos mencionados pelo autor, alguns merecem destaque, como por exemplo, no que tange à escrita. As idéias apresentadas podem ser inovadoras, mas se estiverem mal escritas o artigo não deve ser aceito para publicação.

O trabalho deve apresentar algum resultado relevante ou inovador, que possa contribuir para a produção de futuras pesquisas, uma ampla revisão da literatura com uma análise crítica dos resultados, ou mesmo uma mistura desses fatores.

Os autores devem não apenas embasar suas idéias e afirmações como também apontar boas referências, aumentando assim a credibilidade do trabalho.


Quanto aos revisores, o autor alerta que devem se preocupar em manter um meio termo, não sendo criteriosos demais, não recomendando nenhum trabalho para publicação, assim como não sendo liberais demais, recomendando todos os trabalhos para publicação. Os revisores, que desconhecem os autores dos trabalhos que estão revisando, devem se ater a avaliação do trabalho, fornecendo dicas e conselhos para melhorar o trabalho apresentado e, se for o caso, até mesmo sugerir algum outro evento ou periódico mais apropriado para a publicação do trabalho.

sábado, 25 de junho de 2016

Aprendizagem e Desequilíbrio


Na última aula (21/06/2016), iniciamos falando sobre a leitura do artigo "Flexible Virtual Environments for Teaching and Learning" (Leonardo Santos, Alberto Castro e Crediné Silva de Menezes). Cada um havia feito um breve resumo com os pontos que mais chamou a atenção, e a atividade do momento consistia em ler e comentar o resumo de dois colegas, uma revisão por pares. Isto foi o suficiente para ocupar todo o restante da aula.

O professor, um pouco insatisfeito com os comentários lido até o momento, nos instigou a mais... Que devíamos dizer se gostamos muito, se discordamos, expressar nossos pontos de vista, em especial aqueles diferentes do colega. A aprendizagem surge da discussão, precisamos gerar um desequilíbrio em nosso mundo mental para que ocorra a aprendizagem, para que nossos conceitos sejam revistos e confirmados ou alterados e mesmo a geração de novos conceitos possa ocorrer.

Verdade seja dita. É muito fácil tecer um comentário quando se tem uma dúvida, um ponto não ficou muito claro ou há algum "erro" no texto, porém, não ocorrendo uma das situações anteriores, por vezes nos sentimos meio que forçados, tipo "preciso comentar algo...preciso comentar algo, o que comentar?" e ai ficamos procurando algo para dizer.

Desse ponto iniciou uma longa discussão. É possível aprender sem entrar em desequilíbrio?

Seria como pensar em nossa zona de conforto. É possível aprender algo sem sair da minha zona de conforto? Para aprender, tenho de encarar algo que não conheço, algo que não domino, só assim aprenderei, e é ai que ocorre o desequilíbrio, um desequilíbrio que, ao passar, ao nos equilibrarmos novamente, estaremos num patamar superior ao anterior.

Ai veio outra pergunta: As pessoas certamente aprendem sem professor. Concordam?


Sim...


Sim...

Sim...

...

E, se aprendemos sem professores, para que eles existem?

Bem, um professor auxilia na aprendizagem, aponta direções, corrige, avalia, e mais uma série de citações, dentre elas, garantir um nível mínimo de aprendizado.

Em certas situações não se faz necessário garantir que o aluno absorveu 60%, 70% ou 80% do conteúdo, ele aprendeu o que lhe interessava e tem condições de buscar mais informações quando for necessário.

Em contra partida, há situações em que esse tipo de verificação não apenas é necessária como pode gerar situações graves se a avaliação for mal feita. Imaginem um piloto de avião que acabou de se formar mas que, segundo seu exame final, não está apto a pilotar um avião, um motorista que recebe sua carteira mas não está apto a dirigir um automóvel, um engenheiro nuclear que não possui todo o conhecimento necessário para manusear certas substâncias.

Enfim, com tamanho discussão, percebemos uma infinidade de forma de aprender, posso aprender com um professor, numa discussão, na leitura de um livro, ou mesmo na "leitura" de uma placa e em todas elas, entramos ou estamos em desequilíbrio.

No que se refere ao professor, também foi discutido os "acertos de conta". Uma vez que a educação tradicional de hoje tem quase como único objetivo somar pontos para passar de ano, é quase uma moeda de troca, isso sem falar naqueles que já anunciam no primeiro dia de aula que "com ele" não passam mais de 30% da turma.


Bem, é muita informação para uma aula, uma discussão. Há muito ainda que se fazer para uma educação de qualidade, para uma melhor valorização dos professores e professores que de fato mereçam o título, mas uma coisa é certa, precisamos está sempre em desequilíbrio, não parar no tempo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Jogos Digitais e a Aprendizagem


Na aula de hoje (10/06/2016) a conversa foi sobre a aprendizagem proporcionada pelos jogos digitais.

Até pouco tempo atrás, a ainda hoje nos interiores, brincadeiras de criança era/é empinar pipa, jogar bola (porque criança não diz que vai jogar futebol), jogar boleba ou bolinha de gude, pular amarelinha, jogar queimada, dentre outras estrepolias que criança adora fazer, tipo sair correndo na chuva pulando nas poças d`água.

Porém, as novas gerações têm praticado cada vez menos estas brincadeiras do mundo real e cada vez mais as brincadeiras do mundo virtual. Os dispositivos móveis com seus infinitos joguinhos conquistaram de vez a garotada e até mesmo alguns marmanjos que nos tempos de sua juventude já jogavam os jogos de console.

Enfim, independente da plataforma do jogo, será que proporciona algum tipo de aprendizado ao jogador?

Fala-se muito em gamificação, especialmente nos jogos educacionais, mas porque será que estes não despertam o mesmo interesse e a mesma atração que os jogos tradicionais?

Bem, não há dúvida quanto ao aprendizado. O jogador está explorando um ambiente desconhecido, um novo mundo, normalmente se faz necessário alguma estratégia, há desafios, movimentos rápidos, percepções do ambiente, pensar e agir rapidamente para avançar para os níveis seguintes, dentre outros. Os aprendizados são diversos.

Particularmente falando, jogos digitais não permeiam a minha vida, cresci no interior com o pé no chão mesmo, andando de bicicleta, empinando pipa, jogando bola dentre tantas outras brincadeiras de crianças. Fui apresentado ao computador já com meus 18 anos com uma perspectiva mais de trabalho que diversão.


Enfim, é um ramo extremamente recente e interessante para se discutir, estudar e mesmo observar. Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sistema de Navegação Cooperativa


Na última aula (07/06/2016) tivemos realmente que tentar por em prática os conselhos do livro "Um Toc na Cuca". A turma foi dividida em duplas e cada dupla deveria fazer o levantamento de requisitos para um sistema de navegação cooperativa por terra, água e ar.

Claro que o objetivo final não é a construção de tal ferramenta, mas exercer a criatividade, viajar um pouco dentro das possibilidades de ferramentas cooperativas e as possibilidades que elas abrem.

Nesta atividade, tive um pouco de dificuldade de chagar a um consenso com minha dupla. Viajei literalmente, pensei em algo que pudesse ser utilizado em terra, água e ar sem me preocupar com as limitações da internet, hardware ou coisas do tipo, enquanto que meu colega ficou preso justamente neste ponto, em propor algo que fosse possível sua implementação.

Já não sou fã de trabalhos em grupo, nunca gostei e não faço questão nenhuma de esconder isso. Acho que as coisas devem ser bem definidas, se o objetivo é prototipar algo, então concordo que devemos nos ater ao que existe hoje e facilita a construção do protótipo. Em contra partida, se o objetivo não é construir um protótipo, então que a viajem seja liberada. As ideias surgem nas viagens e nem sempre todo o ferramental para sua implementação está disponível, as vezes ela deve ser colocada numa prateleira metal a espera de algo novo que permita sua implementação, ou, dependendo do espírito do indivíduo, ele pode se lançar e produzir a peça que falta para que sua ideia seja implementada. Talvez esta seja apenas mais uma viajem do tipo "Alô, alô! Planeta Terra chamando! Planeta Terra chamando! Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer!".

sábado, 11 de junho de 2016

Sistema Tutor Inteligente para Radiologia Médica


A aula do dia 08/06/2016 foi uma vídeo conferência através do hangout do Google, com o Professor Dr. Alexandre Direne do Departamento de Informática da Universidade Federal do Paraná e criador do tutor RUI.

O RUI é um conjunto de ferramentas que auxilia o treinamento em radiologia médica. Com dois módulos, um é o Sistema Tutor Inteligente (STI) destinado ao treinamento de aprendizes, auxiliando-o nos conceitos práticos de radiologia médica. O segundo é destinado a autores de materiais para radiologia médica que queiram contribuir com imagens e seus diagnósticos, contribuindo assim para a formação de uma grande base de dados de ensino de radiologia médica.


Foi uma experiência muito interessante não apenas do ponto de vista da aprendizagem de conceitos, mas também da oportunidade de conhecer o autor de um importante tutor, poder conversar sobre as dificuldades e desafios encontrados, a complexidade em se construir um tutor e o mais interessante, vê-lo funcionando, suas respostas e interação com o aprendiz.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Mais sobre artigos científicos


Uma tarefa da última aula consistia em elaborar uma pequena lista com dois tópicos: o que sabíamos sobre artigos científicos e as dúvidas que tínhamos. Na aula de hoje (03/06/2016) a conversa foi em torno dessas dúvidas.

Alguns pontos merecem ser destacados. Um artigo nem sempre propõe algo “novo” ou uma melhoria de fato, um artigo pode apresentar o “estado atual da arte” em uma determinada subárea a fim de responder algumas questões de pesquisa. Por exemplo, imaginemos que queiramos saber como os mapas conceituais têm sido utilizados nos processos de ensino-aprendizagem atualmente? Então, a fim de responder esta questão, uma revisão sistemática da literatura pode ser conduzida em busca de artigos científicos que explorem este tema. Ao final, os resultados podem ser sintetizados e apresentados em um artigo científico.

Em uma dissertação de mestrado, o que pode gerar um artigo? Bem, neste caso o coração do artigo podem ser os resultados do trabalho desenvolvido no período do mestrado, porém, há outras possibilidades. Imagine que durante o processo, alguma técnica foi utilizada para a avaliação de algum resultado ou desempenho, os resultados dessa avaliação podem ser comparados com os resultados obtidos a partir de uma segunda técnica, podendo ser o foco de outro artigo. Se ainda, para conhecer a área foi conduzida uma pesquisa mais aprofundada, como descrito no parágrafo acima, um artigo pode ser escrito sintetizando estes dados e sua importância para os pesquisadores na referida área.

E quanto ao tempo? Quanto tempo é necessário para se escrever um bom artigo? Este tópico é interessante porque sua resposta depende de muitos fatores. Se, por exemplo, for o primeiro artigo de um estudante, provavelmente levará mais tempo e será necessário um maior número de revisões. Com o passar do tempo, aquisição de experiência na escrita e leitura de artigos científicos, o aluno tende a ser mais rápido devido à experiência adquirida.


Por fim, sobre a leitura de artigos científicos, discutimos que normalmente os trabalhos são longos enquanto o tamanho do artigo (estipulado pela revista ou periódico) é pequeno, isso faz com que seus autores tenham trabalho para sintetizar ao máximo, dizendo o que foi feito, os resultados atingidos, respeitando o número de páginas e tentando não comprometer a compreensão na leitura do trabalho, objetivo nem sempre executado de forma satisfatória, uma vez que, especialmente para iniciantes, os artigos científicos são, em muitos casos, confusos e cheios de termos técnicos que só quem é daquela linha de pesquisa entenderá numa primeira leitura.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Andamento das atividades


Bom, como mencionado em outro post, durante a discussão em uma das aulas, concluímos que esta prática, manter um portfólio de aprendizagens, é interessante não apenas para algumas disciplinas, mas para toda atividade que envolva aprendizagem e raciocínio. Sendo assim, este é o primeiro post referente à disciplina de Sistemas Tutores Inteligentes, ministrada pelo Professor Dr. Davidson Cury.

Na última aula (01/06/2016), foi uma descontraída conversa sobre os tutores inteligentes históricos, especialmente sobre o tutor Why.

Adotando o método socrático, o tutor Why teve duas versões, a primeira, por volta de 1977, trabalhava com geografia, já sua segunda versão, por volta de 2002, trabalhava com física básica. Ele conduzia o estudante através de perguntas simples, tentando induzir o aluno a chegar à resposta.

É interessante perceber como já há quase 40 anos atrás essas tecnologias estavam tão avançadas se comparado às tecnologias existentes, especialmente a precariedade do hardware da época.

Outro ponto muito interessante são as discussões abertas pelo estudo desses tutores, uma vez que eles trabalham com estudantes. Também temos de entender quais teorias pedagógicas eles adotam e os impactos na formação dos alunos. Por vezes as discussões têm sido acaloradas. A turma tem grande variação de idade e de idéias, mas isso é bom, para questionarmos nossas próprias convicções e pensamentos, questionarmos as nossas e as dos colegas.             

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Andamento das atividades


Boa parte da aula foi para tratar sobre o protótipo que deverá ser desenvolvido até o dia 30 de junho, uma plataforma web para construção de histórias coletivas. Os requisitos funcionais e não funcionais já haviam sido listados nas aulas anteriores individualmente e em grupo. A turma foi dividida em dois trios. Os próximos passos agora são escolher os requisitos que farão parte do protótipo, elaborar os diagramas necessários e aprender python para web J

            Já no final da aula, foi solicitada uma tarefa. Semanas atrás tivemos que ler o capítulo 2 da Tese de Hugo Paredes sobre Interações Sociais e elaborar um mapa conceitual. Agora, deveríamos elaborar uma tabela contendo os conceitos e proposições que nossas colegas colocaram em seus mapas e eu não coloquei e os conceitos e proposições que eu coloquei em meu mapa e eles não colocaram.

            Minha mente trabalha melhor quando rabisco, rabisco muito, em papel. Sendo assim, peguei algumas folhas e comecei a ler o capítulo, ao mesmo tempo fui rabiscando meu mapa conceitual. Quando terminei, possuía uma quantidade considerável de folhas rabiscadas, cheias de setas apontando ligações, divisões, grupos e subgrupos... Ao passar o mapa para o meio digital, através do CmapTools, o mapa ficou enorme, por um momento me senti orgulhoso.

            Ao ouvir o pedido de atividade, me senti como se minha mente tivesse me traído com um mapa daquele tamanho.

            Da próxima vez, não apenas elabore o mapa, revise-o, elimine algumas coisas, sintetize o mapa JJJ

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Artigo Científico: É de comer?


            No encontro de hoje (20-05-2016), fomos convidados a responder algumas perguntas sobre artigos científicos, o que são? Como são produzidos? Quem os produz? Como se lê? Coisas do tipo.

            A princípio, há uma preocupação na mente de todos os colegas aqui. Como estamos no mestrado, a defesa de nosso trabalho está atrelada a pelo menos uma publicação, ou seja, sem publicação não há título de mestre.

            Com a evolução da conversa, percebemos que na verdade isso acaba sendo conseqüência de um bom trabalho que foi planejado e executado mantendo-se o foco, semelhante a um carro numa estrada. Enquanto o motorista estiver focado, atento à estrada e ao que pode estar à frente, o carro segue conduzindo-o ao destino, porém, se ele cochilar, muitas coisas podem acontecer, ele pode bater, derrapar, sair da estrada, e acabar não chegando ao destino, que pode ser não apenas o título, mas uma grande bagagem de aprendizagem que acompanha um mestrado.

            Um mestrando irá passar por todas as etapas descritas nas questões feitas acima. Nesse estágio, está saindo do ambiente onde todo o conhecimento já está formalizado nos livros e começando a entrar no campo da ciência, dos experimentos, dos testes que darão errados 100 vezes e terão de ser refeito, talvez mais.

            Um mestrando terá de saber como ler artigos de forma a otimizar seu tempo, fazer uma busca eficiente com a finalidade de entender o “estado da arte” (o que tem sido feito de pesquisa num determinado campo), entender leitura técnica com a finalidade de sintetizar os trabalhos relacionados ao seu, elencar semelhanças e diferenças, onde está de fato sua contribuição e ainda, claro, apresentar seu trabalho à comunidade científica, através de alguma(s) publicação(ões).

            Ou seja, um mestrado é muito mais que apenas um pedaço de papel lhe conferindo um título!


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Atividades em Grupo


Cheguei num ponto em que acredito que algumas coisas podemos e conseguimos mudar, outras, se permanecem até hoje, talvez devam ser aceitas e respeitadas.


Nunca gostei de fato de trabalhos em grupos, especialmente quando os grupos eram formados pelos professores, colocando os “CDFs” junto com outros que mal sabiam onde estavam. Normalmente, falta objetividade, tem muita conversa paralela e poucos se dedicam a fazer o trabalho com interesse. Provavelmente essas experiências contribuíram e negativamente para isso.

O mundo não é um mar de rosas, e por onde eu ia ouvia longos sermões que na indústria os projetos são divididos em equipes, que na industria isso..., que na industria aquilo... .

Algumas coisas podem ser mudadas, outras devem ser aceitas, e eu já aceitei que não gosto de trabalhos em grupos, mas claro que há trabalhos e trabalhos.

Há pouco tempo realizamos a elaboração de uma história coletiva, cada um apenas podia acrescentar seu parágrafo, dando continuidade à história após o colega da vez acrescentar seu parágrafo, o trabalho era em grupo, mas ao mesmo tempo individual, foi uma experiência única e de muita criatividade.

No último encontro, tivemos outra atividade em grupo, juntar em apenas uma lista os requisitos que havíamos descrito para o protótipo de uma aplicação para a elaboração de histórias coletivas, eu fico bloqueado, eu travo, eu simplesmente não sei o que fazer, e aqui ainda tem o fato de ser um trabalho virtual, realizado entre pessoas fisicamente distante, o que o torna mais complexo ainda na minha visão. A discussão é lenta, via texto, demanda muito tempo, não consigo me envolver de fato com o que está sendo feito, fico a parte, sem saber o que fazer e como fazer de forma a não atrapalhar os outros que estão trabalhando no mesmo documento, só desejando que acabe logo.

Enfim, este é o tipo de atividade que faço porque tenho de fazer, sem gosto, sem prazer, e claro que isso prejudica o aprendizado, como disse a vida não é um mar de rosas e por várias vezes teremos de fazer coisas que não nos agrada, talvez esse seja um bom aprendizado.

domingo, 22 de maio de 2016

Portfólio de Aprendizagens


O encontro do dia 17 de maio de 2016 começou com uma conversa sobre os portfólios de aprendizagem, se estavam sendo construídos e se estávamos visitando periodicamente o portfólio dos colegas.

Este portfólio nada mais é que um blog onde postamos não apenas as atividades desenvolvidas em sala, mas também e especialmente o que aprendemos, nossas percepções, se impactou de alguma maneira em nossa forma de pensar e como isso ocorreu.

Importante ressaltar que já havíamos conversado a respeito, no entanto, desta vez foi um pouco além, percebemos que um portfólio de aprendizagem pode beneficiar qualquer atividade de aprendizagem que esteja sendo desenvolvida, ajuda a memorizar o que foi discutido, aprofunda a reflexão, mantém o assunto na memória, proporciona ligações mentais de várias formas, desde o momento em que penso no que irei escrever até o momento em que de fato escrevo e crio relações com outros assuntos, acontecimentos, e fatos da vida real.

De fato, concluímos que seria de grande benefício fazer uso deste para todas as atividades de aprendizagem desenvolvidas na faculdade, no mestrado, no trabalho, nos relacionamentos, estimula o pensamento, e quando pensamos, criamos conexões que nos ajudam a compreender melhor a realidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Como fazer (ou não) uma dissertação de mestrado


Primeira regra, suma por pelo menos três meses, depois apareça, preferencialmente num domingo, enchendo a caixa de e-mails de seu orientador de mensagens do tipo: "Estou desesperado, o que faço?".

Em seu texto, Raul expressa de forma cômica algumas coisas que, por mais absurdas que pareçam, acontecem na vida real, no dia-a-dia de muitos orientandos e orientadores.

Algumas são bem obvias, outras nem tanto, porém o que vale mesmo é a reflexão que tiramos de cada uma, e aqui, o importante é perceber que não se aplica único e exclusivamente à uma dissertação de mestrado, mas são aprendizagens que podem ser usadas em diversas outras áreas da vida.

Afinal, tudo pode ser comparado a construção de uma casa, mostrada na figura 1, jamais será possível conclui-la se não for inciada pelo telhado!

Figura 1 - Casa em construção

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Uma História Colaborativa



Você já pensou em escrever uma história em parceria com outra ou outras pessoas de forma que cada uma escrevesse um parágrafo? Sem se comunicarem ou conversarem sobre a mesma? Pois é, na última aula realizamos esta tarefa.

Fazendo uso do Google Groups, o primeiro parágrafo foi elaborado pelo trio, a partir daí, numa sequência definida previamente, cada um acrescentava um parágrafo, dando continuidade a história e enviava para o grupo, o autor seguinte, lia, elaborava seu parágrafo e enviava novamente para o grupo, até finalizar a história.

Um fato me impressionou, a criatividade despertada pelo inesperado, pelas informações adicionadas pelos colegas. Enquanto os colegas escreviam o parágrafo correspondente, eu ficava elaborando o meu, quando chegava a minha vez, ao ler a história, o enredo já havia tomado outro rumo e o parágrafo escrito previamente não se encaixava mais, tinha de ser descartado ou reescrito. Em outros momentos, parecia uma fábrica de ideias, ao ler o último parágrafo adicionado por um dos colegas, informações apareciam na mente como pedindo para serem colocadas na sequência. Acho que na realização desta atividade, consegui literalmente desbloquear meu cérebro. Que isso aconteça mais vezes :)

Segue a história:

Gênero: Aventura/Comédia
Título: Uma Aula Quase Virtual

coletivo:

Era terça de manhã, uma terça chuvosa, escura, quando acordaram bem dispostos, os três alunos de mestrado. A aula virtual matinal estava para começar. João se esquivava das goteiras do seu quarto, enquanto tomava três garrafas de café. A cafeína no sangue era tanta que ele já nem sabia se era água que pingava ou se ele era o Neo na Matrix, desviando das balas.

Autor 01:

Enquanto isso, Pedrinho que ficara até a madrugada caçando jacarés, se preparava para a reunião "online". Observava, com desejo, o cacho de banana pacovan que ganhou dos seus amigos amazonenses. Nem percebeu, com isso, que sua rede estava intermitente com a chuva que assolava a região (os bits se afogavam rapidamente).

Autor 02:

Depois de tomar o seu café, João ficou pensando na sua cidade natal. A famosa cidade de Maconha, onde ele de vez em quando fumava Iconha com os amigos perto do lago. Mas sua a aula online já ia começar e esses pensamentos tinham que ficar para outro momento.

Autor 03:

Pedrinho já colocara sua mesinha com seu computador sobre a cama e puxara um "gato" do meio metro de fio que pendia do teto, pois a água já atingira a tomada próximo ao chão de seu quarto. As bananas pacovan também já estavam submersas. João vez por outra, dava um pirueta e virava no ar, desviando das balas deferidas contra ele do teto, afinal, quem poderia imaginar que três garrafas de café teria efeito alucinógeno? Manel ainda não aparecera no ambiente virtual, será que se afogara?

Autor 01:

Talvez não. Na verdade, Manel precisava sair de casa para ir trabalhar, de barco (a chuva estava impossível...). Só pensava em abandonar a aula, desde às oito da manhã, e nadar como se não houvesse amanhã até o seu trampo. Foi quando Pedrinho iniciou uma chamada do Hangouts com ele. "B-om Di-ia-aa", ouviu a fala atrapalhada de Pedrinho com os bits já sendo digeridos pelos peixes.

Autor 02:

Logo depois o João e o professor Nené entraram no Hangout também e aula virtual de fato começou. Mas o professor Nené fez o seguinte questionamento: "o que diferencia o real do virtual? Será que essa aula que chamamos de virtual não é a real e nossas vidas que são virtuais?". Nesse momento Pedrinho até esqueceu do jacaré que tinha caçado pela manhã.

Autor 03:

Manel ainda lutava para se desprender da cama. Finalmente acordado, sentado em frente ao computador, ainda relutava em aceitar o convite para a vídeo-aula. Sua namorada, inconformada em não poder ficar na cama naquela manhã tempestuosa, se aproximou e sentou em seu colo, sussurrava coisas em seu ouvido, lhe beijava. Manel, sonolento, se empolgou, movimentos mais bruscos surgiram, a mesa a sua frente balançou, o mouse se moveu, o convite para a aula foi aceito, tudo foi transmitido. Será isso o que chamam de namoro virtual? Enquanto isso, na piscina do Pedrinho, quer dizer, na casa do Pedrinho, a água já chegava a 20 centímetros, na cozinha havia uma saco plástico rasgado, vazio. Será que havia um jacaré ali?

Autor 01:

Sim, havia. Mas o bicho já estava nadando livremente na piscina, fazendo cócegas nos pés de Pedrinho. O rapaz pensou que fosse a cachorra que sua amiga do Norte, Sandrinha havia mandado como lembrança. Acabou falando com o microfone aberto a seus colegas: "isso, lambe, cadela... delícia de papai...". Perplexo com a situação e imaginando coisas eróticas, o professor volta ao questionamento: "o que pode ser considerado virtual?? a cadela... digo...". A aula já estava deveras comprometida. João, esse sim, estava num mundo virtual.

Autor 02:

Essa pequena e inofensiva cadelinha que foi enviada pela Penha era um ser que controlava tudo na  vida desses três pobres alunos de mestrado. Isso poderia ser percebido pela forma que a cadelinha olhava tudo que acontecia. Mas já era tarde demais.

Autor 03:

A cadelinha foi pega de surpresa coitada, nem teve tempo de se defender. Pedrinho, no ápice de sua concentração, começou a responder a pergunta feita pelo agente virtual Nené: - Bem, isso é uma viagem mesmo. Essa vida não pode mesmo ser real, imaginem todas essas constantes hiperbólicas puta que pariu sua praga, escapou é, agora te mato, estão vendo, vem cá possuído, isso não pode ser real, quem tem sete vidas são os gatos, alguém diga para esse jacaré que ele não é um gato. Solta minha mão seu possuído! Enquanto isso, João dava outra pirueta no ar, se desviando de incessantes balas, quer dizer, goteiras. Manel, estava ainda decidindo se ia nadando trabalhar, participava da aula, ou voltava para sua namorada, quer dizer, sua cama!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Mas o mesmo artigo?


A Conceptual Model of Groupware
Clarence (Skip) Ellis
Jacques Wainer
(1994)


Havia um artigo para apresentar, para todos apresentarem, sim, o mesmo artigo. A princípio imaginei "o professor deve ter seus motivos para tal, ou talvez o artigo seja tão importante que com todos apresentando, iremos fixar bem seus conceitos". Eu não estava de todo errado, mas também não posso afirmar que estava certo.

Inicialmente, o artigo chamou muita atenção. Datado de 1994, traz alguns conceitos muito atuais ainda hoje especialmente na parte conceitual de groupware que, de acordo com os próprios autores, tem como principal função o suporte de comunicação e colaboração entre os participantes, para que estes estejam em primeiro plano.

Durante as apresentações, e o objetivo era mesmo este, o que mais chamou a atenção foi que, cada um, lendo o mesmo artigo, trouxe para o grupo a sua visão do que se destacava no trabalho, daquilo que mais lhe chamou a atenção, e não havia ai quem estivesse certo ou errado, as visões eram espantosamente complementares, alguns deram ênfase nos aspectos conceituais, outros nos aspectos tecnológicos, outros ainda nas subdivisões conceituais apresentadas pelo autor.

Finalmente, não apenas compreendemos melhor a visão e o trabalho dos autores, como também percebemos como o trabalho em grupo é enriquecedor e como o "outro" têm a habilidade de perceber e destacar pontos importantes que passaram despercebidos aos meus olhos, tornando o trabalho mais rico e completo.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Uma pausa para a avaliação





A primeira parte da aula hoje foi a apresentação das propostas de cada grupo referente ao ambiente para suporte à atividades colaborativas. Os dois grupos realizaram boas apresentações deixando claro os requisitos funcionais, não funcionais e a proposta do sistema. As apresentações foram feitas pelo hangouts, disponível no gmail e no google +, onde um dos integrantes compartilhava sua tela exibindo a apresentação para todos os demais na vídeo-conferência, foi uma experiência bem legal.


No segundo momento, foi solicitado que fizéssemos uma avaliação do ocorrido até a aula de hoje, o que aprendemos, o que contribuiu para nosso crescimento tanto enquanto aluno quanto pessoa, destacasse pontos positivos e críticas quanto a metodologia adotada. Fazendo esta retrospectiva, percebi o quanto já discutimos, todos os trabalhos que já fizemos, as percepções que observamos e, em especial, a diferença na metodologia adotada se comparada com a metodologia tradicional de sala de aula, ou como prefiro chamar, a falta de metodologia. Aqui somos vistos como construtores do conhecimento, somos conduzidos nessa construção e amadurecimento, somos levados a pensar, somos questionados. A cada aula venho percebendo que já estava saturado de repetir informação, ser tratado como um "hd" onde uma infinidade de coisas "inúteis" vão sendo jogadas e devem ser buscadas quando necessário, fica uma sensação, alegria pela escolha!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Uma Boa Postagem


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As vezes pensamos que postar em um blog é simplesmente escolher um assunto, escrever um texto e publica-lo. Digamos que isso seja necessário, mas não suficiente, como ficou claro nas duas últimas aulas. A atividade era, escrever tópicos que julgávamos importantes em boas postagens, depois, juntar todos em uma planilha e agrupa-los.

Quando escrevemos, não escrevemos para nós, mas para os outros e preferencialmente para que entendam. Daí já concluímos que deve-se fazer uma correta utilização da linguagem, ter objetividade, fazer referências à materiais que auxiliem na compreensão, dentre tantas outras dicas citadas.

Isso nos faz refletir. As vezes escrevemos um texto de acordo com o que está claro em nossa mente que acaba não ficando nada claro para quem o lê, citamos algo acontecido ou que lemos, mas não referenciamos, descuidamos da escrita e da própria apresentação do texto.

Esta dinâmica não apenas nos fez pensar sobre uma boa postagem, como também nos colocou em contato com o que os colegas consideram necessário em uma boa postagem, foi a mesclagem do conhecimento de várias mentes que, sem dúvida, tornou muito mais rica a discussão e o documento gerado para consultas constantes, afinal a arte de aprender é também a arte de partilhar.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Aprendendo na Prática


Cada aluno foi convidado a elencar o que considerava importante numa boa postagem em um blog. Uma planilha online do google docs foi criada com todas as citações, mais de 60. Na sequencia fomos orientados a criar grupos e classificar a qual grupo cada item pertencia.

A princípio, nada difícil ou demorado. A princípio.

Muitas ideias e sugestões logo surgiram, quais grupos criarem, quem iria editando a planilha, e logo passou-se para a classificação de cada item. Em pouco tempo percebemos que não daria para continuar como estava sendo conduzido, discutir item a item em grupo. Optamos por dividir a turma em dois grupos, cada grupo faria sua classificação e depois uniríamos em um único documento. Quando concluímos a parte individual dos grupos, a aula terminou.

Na aula seguinte, continuamos a atividade, mesclando em um único documento o que cada grupo havia apresentado, discutindo apenas o que era diferente em cada um. Foram necessários 45 minutos para percebermos que não era viável, neste tempo conseguimos discutir e chegar a um consenso sobre menos de 20% do total (na verdade 16%).

A discussão era boa e esse não era o problema, todos apresentavam seu pensamento, por que acreditava que determinado item pertencia à determinado grupo, ou mesmo tentando convencer os demais do porquê de não pertencer.


Uma pausa para outra história.

Nas semanas anteriores, havíamos desenvolvido um trabalho semelhante, iniciava com uma parte individual e depois uma parte final em grupo, basicamente havia uma diferença, o professor forneceu por escrito cada etapa que seria desenvolvida.


Assim podemos tirar duas boas conclusões:
  • Percebemos que, ao fornecer orientações claras e precisas a respeito do que fazer em cada atividade e tirar dúvidas durante o processo, tornou o desenvolvimento mais rápido, preciso e organizado, o professor assumiu o papel de organizador ou coordenador. 
  • Planejamento é fundamental, especialmente quando não se tem definições claras e precisas a respeito do que será feito. Só para lembrar, planejamento se faz no início :).
Assim, concluímos algumas falhas na execução da primeira atividade relatada. Assim como toda falha ou erro, contribuiu para o aprendizado e relembrar algumas lições importantes. Alguém que coordene o grupo se faz importante, e mais ainda, lembrar que quando não se tem claro o que e como fazer, a principal discussão deve ser o planejamento da atividade, como será feito, a melhor estratégia, sempre levando em conta os recursos disponíveis, incluindo o tempo. Como é estudado em Engenharia de Software, se o planejamento for mal conduzido, a carga de retrabalho tende a aumentar.

Se tivéssemos dado um pouco mais de atenção a esta etapa, no início, talvez tivéssemos gasto menos tempo para chegar ao mesmo resultado ou mesmo a um melhor resultado.

terça-feira, 29 de março de 2016

Aprendizagem

A turma foi dividida em dois grupos, cada grupo iria desenvolver a mesma atividade, a planta baixa de uma casa para cinco pessoas, atendendo à alguns requisitos.

Finalizadas as etapas e tudo devidamente documentado, em especial as tomadas de decisão, cada integrante foi avaliar o projeto do outro grupo, em seguida, fomos ler as avaliações recebidas.

Aqui foi a surpresa de todos, ou da grande maioria. Percebemos que, mesmo achando que nosso projeto estava bem completo e estruturado, haviam falhas e algumas bem evidentes para quem olhava de fora, para quem não participou de sua construção.

Num segundo momento, ficou evidente como cada grupo havia priorizado alguns aspectos em detrimento a outros e como as ideias e opiniões dos dois grupos se completavam para um projeto maior e mais estruturado de tal forma que atendesse melhor as necessidades de cada morador mesmo com a limitação de recursos.

Fica de aprendizado que:
  • A opinião dos outros é importante.
  • Nem sempre a minha sugestão é a melhor.
  • A experiência de algum colega pode contribuir.
  • Pensar em um problema de forma individual ou em pequenos grupos se mostrou mais efetivo que uma discussão direta num grande grupo.
  • Opiniões e ideias compartilhadas sem barreiras e ouvidas pelo grupo, tende a tornar o trabalho mais rico.


Planta elaborada com o floorplanner


terça-feira, 22 de março de 2016

Os Engenheiros


  Um engenheiro, especialista na construção de pontes suspensas não saiu do
  ensino médio diretamente para este tipo de estudo ou atividade,
  Assim como um médico cirurgião
  não iniciou seus estudos na arte da cirurgia.



Um dentista não iniciou suas atividades  
já fazendo um procedimento de canal ou extração,  
Assim como um Juiz  
não iniciou sua carreira no tribunal.  



Então...



Por que os cirurgiões da fala teriam menor importância?
Os engenheiros das ideias, menor prestígio?
Os guardiões do saber, menor valor?


  Foto: fonte

sexta-feira, 18 de março de 2016

Atenção aos Detalhes


Conheci uma banda aqui de Vitória “Dead Fish” cujo som é bem legal, através do perfil de um colega. Num momento em que o estado do Espírito Santo sofre com a escassez de chuva, conheço dois colegas que não apenas se interessam pela preservação e conservação das águas como também atuam nessas frentes. Enquanto eu estou retornando ao estado depois de cinco anos em Manaus, conheço uma colega também capixaba mas agora um pouco paraense com belas experiências lá em Belém, e um outro, com uma simples foto, foi capaz de me fazer refletir o quão importante é a visão, mas que existe um vasto mundo além desta, e eles também têm muito a nos ensinar.


Estamos tão preocupados em fazer coisas, cumprir tarefas, terminar trabalhos, que perdemos momentos grandiosos, olhares, cumprimentos, a simples observação das coisas, as tonalidades do céu num dia diferente, o comportamento da pessoa que senta ao seu lado e começa a conversar como se te conhecesse a anos. Talvez a ajuda que você precisa está ao seu lado e você ainda não percebeu.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Percepções

Diante da dúvida, constantemente nos perguntamos:

- O que os meus colegas estarão fazendo/pensando?

Passado quase uma semana após a primeira aula virtual, dei uma de curioso e passei no blog dos meus colegas a fim de ler suas reações a respeito da mesma aula. Duas coisas me chamou a atenção dentre aqueles que já disponibilizaram seus blogs:

A primeira: Todos estavam em dúvida e curiosos para saber como seria uma aula virtual com pessoas espalhadas pelo Brasil.

A segunda: Todos se surpreenderam com a capacidade de colaboração permitida por algumas ferramentas e a forma como a aula foi dinâmica e produtiva.


Então, que venha a próxima :)

quinta-feira, 10 de março de 2016

O Novo


Tendemos a ter medo do novo, quando não medo, uma certa dose de insegurança toma conta de nossas cabeças, e o que não faltam são coisas novas ao iniciar um mestrado, neste caso no laboratório de informática na educação na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Já de posse do horário individual das disciplinas, observo que algumas estão sem identificação de sala, dentre elas Ambientes e Ferramentas Computacionais para Suporte à Dinâmicas Colaborativas.

Passado algum tempo, descubro que esta disciplina seria online, ministrada pelo Professor Crediné, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). E agora? Como seria esta experiência?

Durante a graduação, realizada completamente na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), alguns professores fizeram o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem ou AVAs, para auxiliar no andamento da disciplina, promover uma maior interação entre os alunos e auxiliar na realização de atividades extraclasse, porém as aulas ocorriam normalmente, em sala, todas as semanas.

Será uma experiência muito interessante, no mínimo!

A aula começaria as 8 horas. Já estava em meu e-mail um comunicado do professor dizendo que seriam necessários microfone, câmera e uma boa conexão com a internet. Havia me mudado a poucas semanas, ainda estava conhecendo os colegas da república e me acostumando com as variações da rede, que saltava de momentos extremamente velozes a momentos extremamente lentos num curto período de tempo.

Enfim, iniciamos a aula, câmeras funcionando, microfone também depois de uma rápida configuração. Fomos apresentados ao Pbworks, um ambiente colaborativo para a condução de atividades em grupos, dúvidas iam sendo esclarecidas em tempo real, um ajudando ao outro.

A insegurança inicial ia se dissipando, as dúvidas sendo respondidas e uma conclusão ia surgindo: que grande potencial temos a disposição e nem sempre nos damos conta disso ou buscamos conhecer e utilizar.