domingo, 26 de junho de 2016

Jogos e Revisão de Artigos


No início da aula de hoje, comentamos um pouco sobre o artigo “Bons Videogames e Boas Aprendizagens - (Paul Gee)”, porém como ainda não havíamos postado nossos comentários sobre o artigo, este ficou para uma discussão futura. Comentamos um pouco sobre o Construct 2 e o protótipo do projeto do jogo de caça ao jacaré que o grupo está desenvolvendo, um aprofundamento também ficou para aulas futuras já com as informações devidamente registradas.

O decorrer da aula, a maior parte, foi na discussão do artigo “The Task of the Referee” de Alan Jay Smith.

Este artigo foca no trabalho de revisão de artigos científicos na área da computação e engenharia de forma geral. O autor menciona que esta atividade não é ensinada e normalmente aprende-se na prática, fazendo. É uma leitura muito produtiva também para quem está iniciando esta vida de pesquisa e escrita de artigos científicos.

Dentre os pontos mencionados pelo autor, alguns merecem destaque, como por exemplo, no que tange à escrita. As idéias apresentadas podem ser inovadoras, mas se estiverem mal escritas o artigo não deve ser aceito para publicação.

O trabalho deve apresentar algum resultado relevante ou inovador, que possa contribuir para a produção de futuras pesquisas, uma ampla revisão da literatura com uma análise crítica dos resultados, ou mesmo uma mistura desses fatores.

Os autores devem não apenas embasar suas idéias e afirmações como também apontar boas referências, aumentando assim a credibilidade do trabalho.


Quanto aos revisores, o autor alerta que devem se preocupar em manter um meio termo, não sendo criteriosos demais, não recomendando nenhum trabalho para publicação, assim como não sendo liberais demais, recomendando todos os trabalhos para publicação. Os revisores, que desconhecem os autores dos trabalhos que estão revisando, devem se ater a avaliação do trabalho, fornecendo dicas e conselhos para melhorar o trabalho apresentado e, se for o caso, até mesmo sugerir algum outro evento ou periódico mais apropriado para a publicação do trabalho.

sábado, 25 de junho de 2016

Aprendizagem e Desequilíbrio


Na última aula (21/06/2016), iniciamos falando sobre a leitura do artigo "Flexible Virtual Environments for Teaching and Learning" (Leonardo Santos, Alberto Castro e Crediné Silva de Menezes). Cada um havia feito um breve resumo com os pontos que mais chamou a atenção, e a atividade do momento consistia em ler e comentar o resumo de dois colegas, uma revisão por pares. Isto foi o suficiente para ocupar todo o restante da aula.

O professor, um pouco insatisfeito com os comentários lido até o momento, nos instigou a mais... Que devíamos dizer se gostamos muito, se discordamos, expressar nossos pontos de vista, em especial aqueles diferentes do colega. A aprendizagem surge da discussão, precisamos gerar um desequilíbrio em nosso mundo mental para que ocorra a aprendizagem, para que nossos conceitos sejam revistos e confirmados ou alterados e mesmo a geração de novos conceitos possa ocorrer.

Verdade seja dita. É muito fácil tecer um comentário quando se tem uma dúvida, um ponto não ficou muito claro ou há algum "erro" no texto, porém, não ocorrendo uma das situações anteriores, por vezes nos sentimos meio que forçados, tipo "preciso comentar algo...preciso comentar algo, o que comentar?" e ai ficamos procurando algo para dizer.

Desse ponto iniciou uma longa discussão. É possível aprender sem entrar em desequilíbrio?

Seria como pensar em nossa zona de conforto. É possível aprender algo sem sair da minha zona de conforto? Para aprender, tenho de encarar algo que não conheço, algo que não domino, só assim aprenderei, e é ai que ocorre o desequilíbrio, um desequilíbrio que, ao passar, ao nos equilibrarmos novamente, estaremos num patamar superior ao anterior.

Ai veio outra pergunta: As pessoas certamente aprendem sem professor. Concordam?


Sim...


Sim...

Sim...

...

E, se aprendemos sem professores, para que eles existem?

Bem, um professor auxilia na aprendizagem, aponta direções, corrige, avalia, e mais uma série de citações, dentre elas, garantir um nível mínimo de aprendizado.

Em certas situações não se faz necessário garantir que o aluno absorveu 60%, 70% ou 80% do conteúdo, ele aprendeu o que lhe interessava e tem condições de buscar mais informações quando for necessário.

Em contra partida, há situações em que esse tipo de verificação não apenas é necessária como pode gerar situações graves se a avaliação for mal feita. Imaginem um piloto de avião que acabou de se formar mas que, segundo seu exame final, não está apto a pilotar um avião, um motorista que recebe sua carteira mas não está apto a dirigir um automóvel, um engenheiro nuclear que não possui todo o conhecimento necessário para manusear certas substâncias.

Enfim, com tamanho discussão, percebemos uma infinidade de forma de aprender, posso aprender com um professor, numa discussão, na leitura de um livro, ou mesmo na "leitura" de uma placa e em todas elas, entramos ou estamos em desequilíbrio.

No que se refere ao professor, também foi discutido os "acertos de conta". Uma vez que a educação tradicional de hoje tem quase como único objetivo somar pontos para passar de ano, é quase uma moeda de troca, isso sem falar naqueles que já anunciam no primeiro dia de aula que "com ele" não passam mais de 30% da turma.


Bem, é muita informação para uma aula, uma discussão. Há muito ainda que se fazer para uma educação de qualidade, para uma melhor valorização dos professores e professores que de fato mereçam o título, mas uma coisa é certa, precisamos está sempre em desequilíbrio, não parar no tempo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Jogos Digitais e a Aprendizagem


Na aula de hoje (10/06/2016) a conversa foi sobre a aprendizagem proporcionada pelos jogos digitais.

Até pouco tempo atrás, a ainda hoje nos interiores, brincadeiras de criança era/é empinar pipa, jogar bola (porque criança não diz que vai jogar futebol), jogar boleba ou bolinha de gude, pular amarelinha, jogar queimada, dentre outras estrepolias que criança adora fazer, tipo sair correndo na chuva pulando nas poças d`água.

Porém, as novas gerações têm praticado cada vez menos estas brincadeiras do mundo real e cada vez mais as brincadeiras do mundo virtual. Os dispositivos móveis com seus infinitos joguinhos conquistaram de vez a garotada e até mesmo alguns marmanjos que nos tempos de sua juventude já jogavam os jogos de console.

Enfim, independente da plataforma do jogo, será que proporciona algum tipo de aprendizado ao jogador?

Fala-se muito em gamificação, especialmente nos jogos educacionais, mas porque será que estes não despertam o mesmo interesse e a mesma atração que os jogos tradicionais?

Bem, não há dúvida quanto ao aprendizado. O jogador está explorando um ambiente desconhecido, um novo mundo, normalmente se faz necessário alguma estratégia, há desafios, movimentos rápidos, percepções do ambiente, pensar e agir rapidamente para avançar para os níveis seguintes, dentre outros. Os aprendizados são diversos.

Particularmente falando, jogos digitais não permeiam a minha vida, cresci no interior com o pé no chão mesmo, andando de bicicleta, empinando pipa, jogando bola dentre tantas outras brincadeiras de crianças. Fui apresentado ao computador já com meus 18 anos com uma perspectiva mais de trabalho que diversão.


Enfim, é um ramo extremamente recente e interessante para se discutir, estudar e mesmo observar. Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sistema de Navegação Cooperativa


Na última aula (07/06/2016) tivemos realmente que tentar por em prática os conselhos do livro "Um Toc na Cuca". A turma foi dividida em duplas e cada dupla deveria fazer o levantamento de requisitos para um sistema de navegação cooperativa por terra, água e ar.

Claro que o objetivo final não é a construção de tal ferramenta, mas exercer a criatividade, viajar um pouco dentro das possibilidades de ferramentas cooperativas e as possibilidades que elas abrem.

Nesta atividade, tive um pouco de dificuldade de chagar a um consenso com minha dupla. Viajei literalmente, pensei em algo que pudesse ser utilizado em terra, água e ar sem me preocupar com as limitações da internet, hardware ou coisas do tipo, enquanto que meu colega ficou preso justamente neste ponto, em propor algo que fosse possível sua implementação.

Já não sou fã de trabalhos em grupo, nunca gostei e não faço questão nenhuma de esconder isso. Acho que as coisas devem ser bem definidas, se o objetivo é prototipar algo, então concordo que devemos nos ater ao que existe hoje e facilita a construção do protótipo. Em contra partida, se o objetivo não é construir um protótipo, então que a viajem seja liberada. As ideias surgem nas viagens e nem sempre todo o ferramental para sua implementação está disponível, as vezes ela deve ser colocada numa prateleira metal a espera de algo novo que permita sua implementação, ou, dependendo do espírito do indivíduo, ele pode se lançar e produzir a peça que falta para que sua ideia seja implementada. Talvez esta seja apenas mais uma viajem do tipo "Alô, alô! Planeta Terra chamando! Planeta Terra chamando! Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do Mundo da Lua, onde tudo pode acontecer!".

sábado, 11 de junho de 2016

Sistema Tutor Inteligente para Radiologia Médica


A aula do dia 08/06/2016 foi uma vídeo conferência através do hangout do Google, com o Professor Dr. Alexandre Direne do Departamento de Informática da Universidade Federal do Paraná e criador do tutor RUI.

O RUI é um conjunto de ferramentas que auxilia o treinamento em radiologia médica. Com dois módulos, um é o Sistema Tutor Inteligente (STI) destinado ao treinamento de aprendizes, auxiliando-o nos conceitos práticos de radiologia médica. O segundo é destinado a autores de materiais para radiologia médica que queiram contribuir com imagens e seus diagnósticos, contribuindo assim para a formação de uma grande base de dados de ensino de radiologia médica.


Foi uma experiência muito interessante não apenas do ponto de vista da aprendizagem de conceitos, mas também da oportunidade de conhecer o autor de um importante tutor, poder conversar sobre as dificuldades e desafios encontrados, a complexidade em se construir um tutor e o mais interessante, vê-lo funcionando, suas respostas e interação com o aprendiz.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Mais sobre artigos científicos


Uma tarefa da última aula consistia em elaborar uma pequena lista com dois tópicos: o que sabíamos sobre artigos científicos e as dúvidas que tínhamos. Na aula de hoje (03/06/2016) a conversa foi em torno dessas dúvidas.

Alguns pontos merecem ser destacados. Um artigo nem sempre propõe algo “novo” ou uma melhoria de fato, um artigo pode apresentar o “estado atual da arte” em uma determinada subárea a fim de responder algumas questões de pesquisa. Por exemplo, imaginemos que queiramos saber como os mapas conceituais têm sido utilizados nos processos de ensino-aprendizagem atualmente? Então, a fim de responder esta questão, uma revisão sistemática da literatura pode ser conduzida em busca de artigos científicos que explorem este tema. Ao final, os resultados podem ser sintetizados e apresentados em um artigo científico.

Em uma dissertação de mestrado, o que pode gerar um artigo? Bem, neste caso o coração do artigo podem ser os resultados do trabalho desenvolvido no período do mestrado, porém, há outras possibilidades. Imagine que durante o processo, alguma técnica foi utilizada para a avaliação de algum resultado ou desempenho, os resultados dessa avaliação podem ser comparados com os resultados obtidos a partir de uma segunda técnica, podendo ser o foco de outro artigo. Se ainda, para conhecer a área foi conduzida uma pesquisa mais aprofundada, como descrito no parágrafo acima, um artigo pode ser escrito sintetizando estes dados e sua importância para os pesquisadores na referida área.

E quanto ao tempo? Quanto tempo é necessário para se escrever um bom artigo? Este tópico é interessante porque sua resposta depende de muitos fatores. Se, por exemplo, for o primeiro artigo de um estudante, provavelmente levará mais tempo e será necessário um maior número de revisões. Com o passar do tempo, aquisição de experiência na escrita e leitura de artigos científicos, o aluno tende a ser mais rápido devido à experiência adquirida.


Por fim, sobre a leitura de artigos científicos, discutimos que normalmente os trabalhos são longos enquanto o tamanho do artigo (estipulado pela revista ou periódico) é pequeno, isso faz com que seus autores tenham trabalho para sintetizar ao máximo, dizendo o que foi feito, os resultados atingidos, respeitando o número de páginas e tentando não comprometer a compreensão na leitura do trabalho, objetivo nem sempre executado de forma satisfatória, uma vez que, especialmente para iniciantes, os artigos científicos são, em muitos casos, confusos e cheios de termos técnicos que só quem é daquela linha de pesquisa entenderá numa primeira leitura.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Andamento das atividades


Bom, como mencionado em outro post, durante a discussão em uma das aulas, concluímos que esta prática, manter um portfólio de aprendizagens, é interessante não apenas para algumas disciplinas, mas para toda atividade que envolva aprendizagem e raciocínio. Sendo assim, este é o primeiro post referente à disciplina de Sistemas Tutores Inteligentes, ministrada pelo Professor Dr. Davidson Cury.

Na última aula (01/06/2016), foi uma descontraída conversa sobre os tutores inteligentes históricos, especialmente sobre o tutor Why.

Adotando o método socrático, o tutor Why teve duas versões, a primeira, por volta de 1977, trabalhava com geografia, já sua segunda versão, por volta de 2002, trabalhava com física básica. Ele conduzia o estudante através de perguntas simples, tentando induzir o aluno a chegar à resposta.

É interessante perceber como já há quase 40 anos atrás essas tecnologias estavam tão avançadas se comparado às tecnologias existentes, especialmente a precariedade do hardware da época.

Outro ponto muito interessante são as discussões abertas pelo estudo desses tutores, uma vez que eles trabalham com estudantes. Também temos de entender quais teorias pedagógicas eles adotam e os impactos na formação dos alunos. Por vezes as discussões têm sido acaloradas. A turma tem grande variação de idade e de idéias, mas isso é bom, para questionarmos nossas próprias convicções e pensamentos, questionarmos as nossas e as dos colegas.             

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Andamento das atividades


Boa parte da aula foi para tratar sobre o protótipo que deverá ser desenvolvido até o dia 30 de junho, uma plataforma web para construção de histórias coletivas. Os requisitos funcionais e não funcionais já haviam sido listados nas aulas anteriores individualmente e em grupo. A turma foi dividida em dois trios. Os próximos passos agora são escolher os requisitos que farão parte do protótipo, elaborar os diagramas necessários e aprender python para web J

            Já no final da aula, foi solicitada uma tarefa. Semanas atrás tivemos que ler o capítulo 2 da Tese de Hugo Paredes sobre Interações Sociais e elaborar um mapa conceitual. Agora, deveríamos elaborar uma tabela contendo os conceitos e proposições que nossas colegas colocaram em seus mapas e eu não coloquei e os conceitos e proposições que eu coloquei em meu mapa e eles não colocaram.

            Minha mente trabalha melhor quando rabisco, rabisco muito, em papel. Sendo assim, peguei algumas folhas e comecei a ler o capítulo, ao mesmo tempo fui rabiscando meu mapa conceitual. Quando terminei, possuía uma quantidade considerável de folhas rabiscadas, cheias de setas apontando ligações, divisões, grupos e subgrupos... Ao passar o mapa para o meio digital, através do CmapTools, o mapa ficou enorme, por um momento me senti orgulhoso.

            Ao ouvir o pedido de atividade, me senti como se minha mente tivesse me traído com um mapa daquele tamanho.

            Da próxima vez, não apenas elabore o mapa, revise-o, elimine algumas coisas, sintetize o mapa JJJ