sexta-feira, 27 de maio de 2016

Artigo Científico: É de comer?


            No encontro de hoje (20-05-2016), fomos convidados a responder algumas perguntas sobre artigos científicos, o que são? Como são produzidos? Quem os produz? Como se lê? Coisas do tipo.

            A princípio, há uma preocupação na mente de todos os colegas aqui. Como estamos no mestrado, a defesa de nosso trabalho está atrelada a pelo menos uma publicação, ou seja, sem publicação não há título de mestre.

            Com a evolução da conversa, percebemos que na verdade isso acaba sendo conseqüência de um bom trabalho que foi planejado e executado mantendo-se o foco, semelhante a um carro numa estrada. Enquanto o motorista estiver focado, atento à estrada e ao que pode estar à frente, o carro segue conduzindo-o ao destino, porém, se ele cochilar, muitas coisas podem acontecer, ele pode bater, derrapar, sair da estrada, e acabar não chegando ao destino, que pode ser não apenas o título, mas uma grande bagagem de aprendizagem que acompanha um mestrado.

            Um mestrando irá passar por todas as etapas descritas nas questões feitas acima. Nesse estágio, está saindo do ambiente onde todo o conhecimento já está formalizado nos livros e começando a entrar no campo da ciência, dos experimentos, dos testes que darão errados 100 vezes e terão de ser refeito, talvez mais.

            Um mestrando terá de saber como ler artigos de forma a otimizar seu tempo, fazer uma busca eficiente com a finalidade de entender o “estado da arte” (o que tem sido feito de pesquisa num determinado campo), entender leitura técnica com a finalidade de sintetizar os trabalhos relacionados ao seu, elencar semelhanças e diferenças, onde está de fato sua contribuição e ainda, claro, apresentar seu trabalho à comunidade científica, através de alguma(s) publicação(ões).

            Ou seja, um mestrado é muito mais que apenas um pedaço de papel lhe conferindo um título!


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Atividades em Grupo


Cheguei num ponto em que acredito que algumas coisas podemos e conseguimos mudar, outras, se permanecem até hoje, talvez devam ser aceitas e respeitadas.


Nunca gostei de fato de trabalhos em grupos, especialmente quando os grupos eram formados pelos professores, colocando os “CDFs” junto com outros que mal sabiam onde estavam. Normalmente, falta objetividade, tem muita conversa paralela e poucos se dedicam a fazer o trabalho com interesse. Provavelmente essas experiências contribuíram e negativamente para isso.

O mundo não é um mar de rosas, e por onde eu ia ouvia longos sermões que na indústria os projetos são divididos em equipes, que na industria isso..., que na industria aquilo... .

Algumas coisas podem ser mudadas, outras devem ser aceitas, e eu já aceitei que não gosto de trabalhos em grupos, mas claro que há trabalhos e trabalhos.

Há pouco tempo realizamos a elaboração de uma história coletiva, cada um apenas podia acrescentar seu parágrafo, dando continuidade à história após o colega da vez acrescentar seu parágrafo, o trabalho era em grupo, mas ao mesmo tempo individual, foi uma experiência única e de muita criatividade.

No último encontro, tivemos outra atividade em grupo, juntar em apenas uma lista os requisitos que havíamos descrito para o protótipo de uma aplicação para a elaboração de histórias coletivas, eu fico bloqueado, eu travo, eu simplesmente não sei o que fazer, e aqui ainda tem o fato de ser um trabalho virtual, realizado entre pessoas fisicamente distante, o que o torna mais complexo ainda na minha visão. A discussão é lenta, via texto, demanda muito tempo, não consigo me envolver de fato com o que está sendo feito, fico a parte, sem saber o que fazer e como fazer de forma a não atrapalhar os outros que estão trabalhando no mesmo documento, só desejando que acabe logo.

Enfim, este é o tipo de atividade que faço porque tenho de fazer, sem gosto, sem prazer, e claro que isso prejudica o aprendizado, como disse a vida não é um mar de rosas e por várias vezes teremos de fazer coisas que não nos agrada, talvez esse seja um bom aprendizado.

domingo, 22 de maio de 2016

Portfólio de Aprendizagens


O encontro do dia 17 de maio de 2016 começou com uma conversa sobre os portfólios de aprendizagem, se estavam sendo construídos e se estávamos visitando periodicamente o portfólio dos colegas.

Este portfólio nada mais é que um blog onde postamos não apenas as atividades desenvolvidas em sala, mas também e especialmente o que aprendemos, nossas percepções, se impactou de alguma maneira em nossa forma de pensar e como isso ocorreu.

Importante ressaltar que já havíamos conversado a respeito, no entanto, desta vez foi um pouco além, percebemos que um portfólio de aprendizagem pode beneficiar qualquer atividade de aprendizagem que esteja sendo desenvolvida, ajuda a memorizar o que foi discutido, aprofunda a reflexão, mantém o assunto na memória, proporciona ligações mentais de várias formas, desde o momento em que penso no que irei escrever até o momento em que de fato escrevo e crio relações com outros assuntos, acontecimentos, e fatos da vida real.

De fato, concluímos que seria de grande benefício fazer uso deste para todas as atividades de aprendizagem desenvolvidas na faculdade, no mestrado, no trabalho, nos relacionamentos, estimula o pensamento, e quando pensamos, criamos conexões que nos ajudam a compreender melhor a realidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Como fazer (ou não) uma dissertação de mestrado


Primeira regra, suma por pelo menos três meses, depois apareça, preferencialmente num domingo, enchendo a caixa de e-mails de seu orientador de mensagens do tipo: "Estou desesperado, o que faço?".

Em seu texto, Raul expressa de forma cômica algumas coisas que, por mais absurdas que pareçam, acontecem na vida real, no dia-a-dia de muitos orientandos e orientadores.

Algumas são bem obvias, outras nem tanto, porém o que vale mesmo é a reflexão que tiramos de cada uma, e aqui, o importante é perceber que não se aplica único e exclusivamente à uma dissertação de mestrado, mas são aprendizagens que podem ser usadas em diversas outras áreas da vida.

Afinal, tudo pode ser comparado a construção de uma casa, mostrada na figura 1, jamais será possível conclui-la se não for inciada pelo telhado!

Figura 1 - Casa em construção

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Uma História Colaborativa



Você já pensou em escrever uma história em parceria com outra ou outras pessoas de forma que cada uma escrevesse um parágrafo? Sem se comunicarem ou conversarem sobre a mesma? Pois é, na última aula realizamos esta tarefa.

Fazendo uso do Google Groups, o primeiro parágrafo foi elaborado pelo trio, a partir daí, numa sequência definida previamente, cada um acrescentava um parágrafo, dando continuidade a história e enviava para o grupo, o autor seguinte, lia, elaborava seu parágrafo e enviava novamente para o grupo, até finalizar a história.

Um fato me impressionou, a criatividade despertada pelo inesperado, pelas informações adicionadas pelos colegas. Enquanto os colegas escreviam o parágrafo correspondente, eu ficava elaborando o meu, quando chegava a minha vez, ao ler a história, o enredo já havia tomado outro rumo e o parágrafo escrito previamente não se encaixava mais, tinha de ser descartado ou reescrito. Em outros momentos, parecia uma fábrica de ideias, ao ler o último parágrafo adicionado por um dos colegas, informações apareciam na mente como pedindo para serem colocadas na sequência. Acho que na realização desta atividade, consegui literalmente desbloquear meu cérebro. Que isso aconteça mais vezes :)

Segue a história:

Gênero: Aventura/Comédia
Título: Uma Aula Quase Virtual

coletivo:

Era terça de manhã, uma terça chuvosa, escura, quando acordaram bem dispostos, os três alunos de mestrado. A aula virtual matinal estava para começar. João se esquivava das goteiras do seu quarto, enquanto tomava três garrafas de café. A cafeína no sangue era tanta que ele já nem sabia se era água que pingava ou se ele era o Neo na Matrix, desviando das balas.

Autor 01:

Enquanto isso, Pedrinho que ficara até a madrugada caçando jacarés, se preparava para a reunião "online". Observava, com desejo, o cacho de banana pacovan que ganhou dos seus amigos amazonenses. Nem percebeu, com isso, que sua rede estava intermitente com a chuva que assolava a região (os bits se afogavam rapidamente).

Autor 02:

Depois de tomar o seu café, João ficou pensando na sua cidade natal. A famosa cidade de Maconha, onde ele de vez em quando fumava Iconha com os amigos perto do lago. Mas sua a aula online já ia começar e esses pensamentos tinham que ficar para outro momento.

Autor 03:

Pedrinho já colocara sua mesinha com seu computador sobre a cama e puxara um "gato" do meio metro de fio que pendia do teto, pois a água já atingira a tomada próximo ao chão de seu quarto. As bananas pacovan também já estavam submersas. João vez por outra, dava um pirueta e virava no ar, desviando das balas deferidas contra ele do teto, afinal, quem poderia imaginar que três garrafas de café teria efeito alucinógeno? Manel ainda não aparecera no ambiente virtual, será que se afogara?

Autor 01:

Talvez não. Na verdade, Manel precisava sair de casa para ir trabalhar, de barco (a chuva estava impossível...). Só pensava em abandonar a aula, desde às oito da manhã, e nadar como se não houvesse amanhã até o seu trampo. Foi quando Pedrinho iniciou uma chamada do Hangouts com ele. "B-om Di-ia-aa", ouviu a fala atrapalhada de Pedrinho com os bits já sendo digeridos pelos peixes.

Autor 02:

Logo depois o João e o professor Nené entraram no Hangout também e aula virtual de fato começou. Mas o professor Nené fez o seguinte questionamento: "o que diferencia o real do virtual? Será que essa aula que chamamos de virtual não é a real e nossas vidas que são virtuais?". Nesse momento Pedrinho até esqueceu do jacaré que tinha caçado pela manhã.

Autor 03:

Manel ainda lutava para se desprender da cama. Finalmente acordado, sentado em frente ao computador, ainda relutava em aceitar o convite para a vídeo-aula. Sua namorada, inconformada em não poder ficar na cama naquela manhã tempestuosa, se aproximou e sentou em seu colo, sussurrava coisas em seu ouvido, lhe beijava. Manel, sonolento, se empolgou, movimentos mais bruscos surgiram, a mesa a sua frente balançou, o mouse se moveu, o convite para a aula foi aceito, tudo foi transmitido. Será isso o que chamam de namoro virtual? Enquanto isso, na piscina do Pedrinho, quer dizer, na casa do Pedrinho, a água já chegava a 20 centímetros, na cozinha havia uma saco plástico rasgado, vazio. Será que havia um jacaré ali?

Autor 01:

Sim, havia. Mas o bicho já estava nadando livremente na piscina, fazendo cócegas nos pés de Pedrinho. O rapaz pensou que fosse a cachorra que sua amiga do Norte, Sandrinha havia mandado como lembrança. Acabou falando com o microfone aberto a seus colegas: "isso, lambe, cadela... delícia de papai...". Perplexo com a situação e imaginando coisas eróticas, o professor volta ao questionamento: "o que pode ser considerado virtual?? a cadela... digo...". A aula já estava deveras comprometida. João, esse sim, estava num mundo virtual.

Autor 02:

Essa pequena e inofensiva cadelinha que foi enviada pela Penha era um ser que controlava tudo na  vida desses três pobres alunos de mestrado. Isso poderia ser percebido pela forma que a cadelinha olhava tudo que acontecia. Mas já era tarde demais.

Autor 03:

A cadelinha foi pega de surpresa coitada, nem teve tempo de se defender. Pedrinho, no ápice de sua concentração, começou a responder a pergunta feita pelo agente virtual Nené: - Bem, isso é uma viagem mesmo. Essa vida não pode mesmo ser real, imaginem todas essas constantes hiperbólicas puta que pariu sua praga, escapou é, agora te mato, estão vendo, vem cá possuído, isso não pode ser real, quem tem sete vidas são os gatos, alguém diga para esse jacaré que ele não é um gato. Solta minha mão seu possuído! Enquanto isso, João dava outra pirueta no ar, se desviando de incessantes balas, quer dizer, goteiras. Manel, estava ainda decidindo se ia nadando trabalhar, participava da aula, ou voltava para sua namorada, quer dizer, sua cama!